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um amor incomensurável

por Ana, em 23.05.18

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um ano decidi ir acampar para o alentejo. onde estão as minhas memórias de infância. uns dias antes de começar a época balnear. ainda no tempo em que se apanhavam as camionetas no arco do cego. mal entrámos na vinte e cinco de abril senti que não estava preparada para deixar lisboa.

 

segundo o que me tinha sido dito a camioneta parava em frente ao parque de campismo. mas não parou. o motorista explicou que: só na época balnear. consegui sair em milfontes ao entardecer. a sugestão era apanhar um taxi, mas eu tinha os trocos contados. por isso, decidi ir a pé.

 

a estrada era só uma, não havia que enganar. e começou a anoitecer. a maior parte das estradas no alentejo não têm iluminação. mas eu via bem o caminho. e acreditei sempre que estava protegida. pelo sim, pelo não, decidi segurar uma miniatura de lata de laca, que andava sempre comigo.

 

cheguei ao parque de campismo, passava das onze da noite. nada cansada. grata por não ter tido nenhum encontro durante a caminhada. só meia dúzia de carros cruzaram a estrada enquanto eu a calcorreei. passados dois dias, estava de volta a lisboa. cheia de saudade.

 

a minha alma está algures entre a rua augusta e as ruínas do carmo.

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